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Locação de usinas: foco no investidor

No meu último blog, falamos sobre conceitos essenciais para todos que possuem interesse em trabalhar com locação de usinas. Vamos avançar mais alguns metros nesse conhecimento?
(Antes de continuar sua leitura, sugiro fortemente que você leia o blog anterior, caso ainda não o tenha feito! Você pode acessá-lo aqui)


Hoje, quero explorar um pouco com vocês a figura, características e os cuidados que precisam ser tomados pelo investidor. Conforme vimos, a locação de usinas envolve, sempre, a figura de um investidor. Esse investidor pode ser um terceiro (em geral até mesmo de fora do setor) que está buscando realmente diversificar seus investimentos, ou pode ser a própria empresa que fará a instalação (sim, você mesmo).


O principal papel do investidor é realizar o aporte de recursos necessários para o desenvolvimento do projeto. O conceito de recursos é bastante amplo e pode envolver o próprio capital em moeda corrente (dinheiro) ou outros “bens” que sejam necessários para o projeto.


Para facilitar, vamos a um #Top3 dicas para você orientar o seu cliente que quer uma “fazenda solar” para chamar de sua:

1) É importante ter clareza sobre o que se deseja com o investimento
Eu sei, você leu esse tópico e logo pensou: “quero rentabilidade”. Mas essa resposta é um pouco rasa para o negócio que vai ser desenvolvido, não é mesmo?

Aqui, tente entender se o investidor compreende o que realmente significa o negócio de locação de usina – ele conhece minimamente a regulação do Sistema de Compensação de Energia Elétrica e entende as possibilidades e limitações impostas pela REN 482? O investidor não precisa ser um especialista no tema, mas ele precisa compreender o contexto do setor, até para poder, conscientemente, fazer a escolha do investimento, do retorno e dos riscos envolvidos.

Além disso, existem diversos tipos de locação:
– a locação junto à carga;
– a locação em uma área remota;
– a locação que pode ter junto uma opção de venda posterior da usina;
– a locação que é remunerada 100% de forma fixa;
– a locação que combina remuneração fixa e variável.

A definição sobre o melhor tipo de locação depende do perfil do investidor e de quais outros elos do negócio ele já possui (vamos falar mais sobre isso no item 3). Quando o investidor não conhece tanto o setor (e isso é cada vez mais comum), ele vai contar com a sua ajuda para entender e conseguir, minimamente, desenhar as características de seu negócio.

Você saberia explicar a ele um pouquinho sobre cada uma das locações listadas acima?

2) Busque alocar o investimento dentro de uma pessoa jurídica

Em geral, o que vemos no mercado é assim: se a usina vai ser fruto do investimento de mais de uma pessoa (e aqui pessoa pode ser a própria pessoa física e/ou pessoa jurídica), elas já têm em mente que o ideal é constituir uma pessoa jurídica para melhor organizar e regular a relação entre si. Agora, quando o investimento vai ser feito integralmente por uma única pessoa, em 95% dos casos o que acontece é esse investidor querer fazer esse aporte e desenvolver esse negócio em sua pessoa física mesmo (“é mais fácil, né?”). Mas esse é o famoso barato que pode sair caro. Por quê? Porque a carga de tributos que incide sobre a operação e a receita, se feitas dentro de uma PJ, é consideravelmente menor do que se for feita diretamente por uma pessoa física. Por isso, nossa recomendação é sempre de que esse investimento seja feito por meio de uma pessoa jurídica (PJ). Aqui, o conceito é de otimização tributária.

Além disso, há também outro ponto a ser levado em consideração: como a usina será alugada a um terceiro e, além disso, como acidentes e imprevistos sempre podem acontecer, o ideal é separar bem os riscos. Concentrar o investimento dentro de uma pessoa jurídica é, assim, também uma forma de isolar os riscos do negócio dentro da pessoa jurídica, evitando prejuízos à sua pessoa física.
(É claro que há situações em que mesmo em uma pessoa jurídica o risco pode respingar na pessoa física, mas são exceções que ocorrem em casos extremos).
A boa notícia aqui é que hoje temos diversas opções societárias – cada uma com características e complexidades próprias -, e uma delas com certeza vai contemplar todas as necessidades do seu cliente. Para quem vai estar sozinho na empreitada, a EIRELI e a Sociedade Unipessoal são boas opções.

3) É preciso ficar claro o que cada investidor irá trazer para o negócio – ou, quais elos do negócio o investidor já possui?

Quando pensamos em investidor, logo pensamos na pessoa que vai aportar o capital (moeda corrente) necessário para a construção da usina, certo? Pois é, isso é o que o nosso senso-comum nos diz. Mas a verdade é que o investidor pode trazer diversas outras coisas para a mesa: o terreno, os equipamentos, ou mesmo o conhecimento necessário para o desenvolvimento do projeto (sim, é inclusive possível aportar conhecimento – knowhow – em algumas formas societárias, mas o processo não é tão simples, ok?).


Quando pensamos em um modelo de locação de usina, precisamos dar o check em algumas caixinhas básicas:
– Área/ local em que a usina será construída;
– Autorizações para construção (aqui falamos de licenciamento ambiental, alvará da Prefeitura, parecer de acesso, etc – depende do estágio e do local);
– Capital para aquisição dos equipamentos;
– Consumidor – o(s) locatário(s);
– Gestão posterior.


Muitas vezes o investidor já procura o integrador tendo todas (ou quase todas) as caixinhas checadas, outras tantas, ele possui o recurso financeiro para o negócio, mas não tem nenhum dos outros elos.

Mapear exatamente em qual estágio está o investidor é essencial porque isso vai lhe ajudar a entender:

a) O que a sua empresa pode ofertar para este investidor? Será que vocês vão fazer “somente” a construção da usina (com as respectivas autorizações) ou será que há espaço e interesse de ambas as partes para que você faça a gestão, busque o locatário, etc., e, é claro, seja remunerado por isso – às vezes até mesmo com um percentual da sociedade em si;
b) Qual a linha do tempo para desenvolvimento do projeto? Aqui é sempre bom evitar os extremos: não é bom que a usina fique pronta muito antes de se ter o locatário (afinal os créditos podem acabar sendo “desperdiçados”), nem que o locatário seja encontrado muito antes de a usina ficar pronta (já pensou se ele cansa e desiste do negócio? Ou se há algum atraso na obra e se extrapola, em muito, o prazo combinado?).


A locação de usinas é um modelo de negócio que está cada vez mais em alta e, se bem estruturado, guarda excelentes oportunidades para todos os envolvidos – o investidor, o integrador e o consumidor.


Você tem recebido muita procura de investidores que querem entender melhor o negócio?

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Fernando Donizeti da Silva
Fernando Donizeti da Silva
1 mês atrás

Muito obg , abriu um novo horizonte para meus objetivos

Ulisses Pessin Camatta
1 mês atrás

Existe empresas q fazem essa captação de locatários ? Mesmo com parcial de ICMS é lucrativo ?

Edwin
1 mês atrás

Muito bom Babi! Já fizemos nossa primeira Usina e alugamos 🙂